quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CAPAZES DE ENFRENTAR

O que o medo nos faz sentir?
Faz-nos pensar?
O medo antecipado é bem pior, nos remete a um abismo de sofrimento, a uma vida inteira lembrada em segundo, a uma certeza de que somos vulneráveis, que somos impotentes quando Deus assim quer.
Por frações de segundo, lembramos-nos de tudo que nos faz bem de tudo que nos faz mal, do que realizamos e ainda gostaríamos de realizar, dos desejos secretos, das fantasias não realizadas, de tudo que poderíamos , poderíamos, poderíamos...
E ao deixa meu pensamento fluir nessa linha do desejo, vem sim às lembranças dos prazeres vividos, sentidos e ofertados. O desejo que outrora era combustível para um amor, para uma fantasia, agora se manifesta como algo impossível, intocável. O toque, o que é o toque?
Sentir, apalpar, pegar... É muito mais que isso, é uma sensação, um prazer, tocar o próprio corpo, sentir a vibração do corpo, sentir o calor do corpo, sentir o desejo pulsando no corpo, levemente tocando cada parte do corpo, onde, como em libras, faz-se uma leitura, assim faz-se a leitura do desejo...
E voltamos à realidade de que o medo também é um combustível para um passo na vida e aprender que não se deve temer, e sim, deixar que nos mostre tudo que somos capazes de enfrentar...

Um comentário:

  1. Neste novo ano estou a tentar visitar todos os amigos da Verdade Em Poesia afim de lhes desejar um 2016 muito feliz cheio de grandes vitórias e muita saúde e Paz.
    António.

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